terça-feira, 23 de março de 2010

Hoje...

ah estas aqui... não não vamos já, fica enquanto respiro fundo e quem sabe possamos tomar este copo juntos. se esperei muito tempo? ainda espero...

sim, sabe bem... a vida tem destas coisas... destes pequenos momentos que fazem sentido enquanto estamos de pé a espera... o que espero? por vezes sinto q estou simplesmente à espera que a vida passe por mim. Sabes, sinto que tudo o que já passou me levou as forças e que não consigo correr para apanhar o que aí vem... Se sei porquê... perguntas bem se sei porquê...

que bom vinho não achas? sim, por vezes um copo de vinho dá sentido a um dia... lembras.te daquele fim de tarde? sim, também nunca esqueci. foi o fim perfeito, para um dia assim. Sim tenho.o visto...

se dói? o que é doer? É sentir que uma parte de mim vai com ele quando o vejo seguir... ou que sinto que na verdade houve uma parte de mim qu se foi da primeira vez que ele foi também... ou será que falas do facto de parecer que subitamente uma entidade superior carregou no stand by e vives tudo outra vez...?

vamos andando. amanhã cá estarei, estou sempre até algo me exigir que não esteja... nesse dia venho mais tarde e bebemos outro copo, para comemorarmos isso mesmo... 

É... quem sabe amanhã...e hoje? Hoje... ainda aqui estou , à espera.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Num dia qualquer outro...

Quantas vezes percorremos as mesmas estradas, viramos na mesma esquina e paramos no mesmo quarteirão...? Quantas vezes, no decorrer da vida fizemos exactamente um mesmo caminho, quase sem pensar...?

A vida é feita de caminhos, de trilhos que traçamos, de esquinas que dobramos para descobrir novas direcções e por vezes... por vezes é preciso percorrer o mesmo caminho vezes sem conta para que... num dia como qualquer outro, um pequeno pormenor nos desperte a atenção... uma insignificante dúvida não saia da cabeça... para que um sorriso, aquele sorriso, nos acompanhe...

Passam horas, passam dias, e vai passando a própria vida... há caminhos que nunca abandonamos, são aqueles onde fomos felizes, aqueles onde crescemos e onde redescobrimos sempre quem somos, por termos sempre a certeza de quem fomos... e esses caminhos começam a ser percorridos de outra forma, olhados por nós de diferente perspectiva, a estrada e a esquina que sempre conhecemos ali estará mas ganha agora contornos que desconhecíamos e que lhes foram trazidos dos anos passados, das dores partilhadas, das outras dores, mutuamente infligidas e da inabalável presença que marcam, sempre, apesar de por vezes não haver razão aparente...

Passadas tantas horas e dias, passada alguma vida também, instala-se a questão de como conhecer novos caminhos, como saber como chegar àquilo que tanto desejamos que nos espere... por vezes tomamos atalhos... por vezes percorremos caminhos que mais tarde percebemos não nos levarem a nenhum lado... sim, fecham-se caminhos e começamos a pensar que perdemos a capacidade para descobrir novos...

E então... então prosseguimos e percorremos os caminhos de sempre, aqueles que sempre nos conduziram a quem nos fez feliz, mas que sentimos que não nos podem conduzir mais além por não serem os caminhos da descoberta mas sim os caminhos que percorremos vezes sem conta por serem os que dão sentido à nossa existência... porque não existimos sem a amizade e sem a família.

Até que... num dia como qualquer outro, nos surpreendemos por deparar ali... oh logo ali... com  aquele pequeno pormenor, com aquela dúvida insignificante e... com o sorriso, com aquele soriso. E temos a certeza que esse caminho que pensávamos não poder ser novo, nunca será o mesmo...

E cada estrada, cada esquina, cada trilho assume uma nova identidade... ganham novo significado... são marcados por um novo momento... e a cada passo... a cada passo receamos avançar ao mesmo tempo em que as pernas se movem para correr... por não conhecermos este novo trilho que surgiu num caminho já tão familiar...

Vamos avançando... pé ante pé...

E quem sabe... talvez num dia como qualquer outro descubramos o caminho certo... assim.