Quantas palavras são ditas no silêncio de dois olhares que se cruzam... caladas num beijo que traduz perguntas cujas respostas se conhecem, palavras que nos preenchem um pouco de cada vez...?
E quantas se transportam na carícia de um simples toque... na calma de duas mãos entrelaçadas... na certeza de um abraço... durante o sono quando dois corpos se juntam naturalmente atraídos para o conforto um do outro...?
A verdade é que nesses momentos as palavras são o menos importante... não se pesam os sentidos socialmente atribuídos, não se consideram os graus, não se receiam interpretações... sente.se... o quê? não sei...
Quantas palavras serão necessárias para descrever tudo isso...?
segunda-feira, 19 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
Porque há palavras que nos tocam... que nos fazem sonhar, sentir e que traduzem sentimentos... porque há palavras que marcam e que perduram... e faz sentido reconhecê-las.
Esta é uma homenagem a um grande poeta português, José Carlos Ary dos Santos, e a um dos seus mais bonitos poemas... Estrela da Tarde.
"Era a tarde mais longa de todas as tardes
que me acontecia
eu esperava por ti,
tu não vinhas
tardavas e eu entardecia
era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
quando à boca da noite surgiste
na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo
que a boca pedia
e na tarde ficámos unidos ardendo na luz
que morria
em nós dois nessa tarde em que tanto
tardaste o sol amanhecia
era tarde de mais para haver outra noite,
para haver outro dia.
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te amanheça
e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites
que me adormeceram
dos nocturnos silêncios que a noite de aromas
e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados
não adormeceram
E da estrada mais linda da noite
uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite
nos aconteceram
era o dia da noite de todas as noites
que nos precederam
era a noite mais clara daqueles
que à noite amando se deram
e entre os braços da noite de tanto
se amarem, vivendo morreram.
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza.
Eu não sei, meu amor, se o que digo
é ternura, se é riso, se é pranto
é por ti que adormeço e acordo
e acordado recordo no canto
essa tarde em que tarde surgiste
dum triste e profundo recanto
essa noite em que cedo nasceste despida
de mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo
para quem se quer tanto!"
Esta é uma homenagem a um grande poeta português, José Carlos Ary dos Santos, e a um dos seus mais bonitos poemas... Estrela da Tarde.
"Era a tarde mais longa de todas as tardes
que me acontecia
eu esperava por ti,
tu não vinhas
tardavas e eu entardecia
era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
quando à boca da noite surgiste
na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo
que a boca pedia
e na tarde ficámos unidos ardendo na luz
que morria
em nós dois nessa tarde em que tanto
tardaste o sol amanhecia
era tarde de mais para haver outra noite,
para haver outro dia.
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te amanheça
e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites
que me adormeceram
dos nocturnos silêncios que a noite de aromas
e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados
não adormeceram
E da estrada mais linda da noite
uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite
nos aconteceram
era o dia da noite de todas as noites
que nos precederam
era a noite mais clara daqueles
que à noite amando se deram
e entre os braços da noite de tanto
se amarem, vivendo morreram.
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza
se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
eu não tenho a certeza.
Eu não sei, meu amor, se o que digo
é ternura, se é riso, se é pranto
é por ti que adormeço e acordo
e acordado recordo no canto
essa tarde em que tarde surgiste
dum triste e profundo recanto
essa noite em que cedo nasceste despida
de mágoa e de espanto.
Meu amor, nunca é tarde nem cedo
para quem se quer tanto!"
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