segunda-feira, 19 de março de 2007

Quantas palavras são ditas no silêncio de dois olhares que se cruzam... caladas num beijo que traduz perguntas cujas respostas se conhecem, palavras que nos preenchem um pouco de cada vez...?
E quantas se transportam na carícia de um simples toque... na calma de duas mãos entrelaçadas... na certeza de um abraço... durante o sono quando dois corpos se juntam naturalmente atraídos para o conforto um do outro...?
A verdade é que nesses momentos as palavras são o menos importante... não se pesam os sentidos socialmente atribuídos, não se consideram os graus, não se receiam interpretações... sente.se... o quê? não sei...
Quantas palavras serão necessárias para descrever tudo isso...?

1 comentário:

Anónimo disse...

Ola mafalda oliveira! Depois de ler o teu texto senti-me quase que forçado a elucidar..

seja quem for o destinatário(s) do teu comment, sinto nele algo de tao atinente que não vejo outra forma de responder que não esta:

realmente a “palavra” é intensamente marcante; cada palavra é uma ferramenta que involuntariamente conforma os conceitos a partir das experiências.

Mas nem por palavras, nem actuações, nem mesmo por ponderação profunda consigo decifrar isto que urge em mim.. existe sem mais, tão institiva e espontaneamente, sem controlo; subsiste.

Mas haverá algo de evidente e manifesto no meio de tão vasta incerteza?

Sem dúvida que sim: certo é que permaneço para te amparar, acolher e abrigar, sempre que careças; não é imposição, é satisfação; não é rotina, é chama de paixão!


Quem sou eu, perguntas… simples: Envolvência da tua pessoa, cativo do teu pensamento, dirigente do teu bem estar, prisioneiro da tua afecção… namorado teu.

Te adoro!