sábado, 27 de fevereiro de 2010

Medo.

quantas vezes já desejaste profundamente algo que te aterroriza...?
te questionaste infinitas vezes se eram esses os sinais de que chegava para de seguida jurares a pés juntos que não, porque afinal ia ser tão complicado...?
e de repente, a meio de uma qualquer frase te apercebes que já está...?
e o pânico apodera-se de ti, por saberes que não podes voltar atrás e nunca nada será igual... mesmo que tudo se mantenha na mesma...?
e recomeça...o desejo... o medo...?
e naquele momento, em que sentes o terror sabes que és feliz por o sentires... ah que saudade dessa fragilidade que não se controla.
e pensas, repensas e pensas novamente. concluis que nem deves pensar, e aí já pensaste...
não queres saber, só sentir... e avanças... e sentes... o medo.

1 comentário:

Natacha Ribeiro disse...

O medo de arriscar a felicidade... esse medo que me é tão familiar e que nos impede de acreditar sermos merecedoras de tal bênção...
Mas porquê?
Porque nos julgamos quando existe um mundo inteiro para o fazer?
Porque sofremos antecipadamente quando o sofrimento irá de certo dar de caras com a nossa vida tantas e tantas vezes?
Porque é que cultivamos este hábito tão português de mergulhar na melancolia e retirar dela o nosso prazer, aquilo a que chamo de doce dor?
Talvez porque assim é mais fácil...